A fase do diagnóstico

O pesquisador de “smartcities” (cidades inteligentes) é um viajante no tempo, pois migra para o futuro para prever cenários, viaja ao passado para perceber como foi e, observa e analisa o presente para ver como estamos evoluindo como sociedade organizada em cidades.

O pesquisador transita por entre essas realidades, fragmenta e desfragmenta dados, conecta as partes soltas e projeta o que virá.

Na mesma lógica, todo gestor público sabe da importância dos dados para a execução de políticas públicas eficientes e com custo reduzido, mas nem todo profissional na Administração Pública possui o conhecimento sobre como melhorar diagnósticos, atribuir importâncias e responsabilidades, determinar o tempo das ações e liderar as equipes que alcançarão os resultados esperados e os impactos sociais desejados.

Na gestão das cidades inteligentes, o profissional deve pautar suas ações sempre em periódicos diagnósticos, seja no planejamento, na execução ou na avaliação das políticas públicas.

A primeira fase da elaboração da política pública deve contemplar um levantamento das informações necessárias para se construir o cenário perfeito para que a política pública seja introduzida na Sociedade.

No planejamento tradicional, utilizamos a matriz SWOT ou FOFA que nos aponta as Forças e Fraquezas, do ambiente interno e as Oportunidades e as Ameaças, do ambiente externo. Nessa ferramenta conseguimos identificar onde estamos, o que fizemos e para onde estamos indo.

  • Força: representa o quê, internamente, nos ajuda a alcançarmos os resultados esperados, bem como delimita as nossas responsabilidades institucionais. Por exemplo: equipe altamente capacitada.
  • Fraqueza: nos mostra as ações que produzimos e que impactam, negativamente, sobre nosso projeto. Por exemplo: Falta de rotinas internas de trabalho.
  • Oportunidade: é o que está fora de nosso controle, mas impacta positivamente em nosso projeto: Por exemplo: nova legislação que beneficia o projeto.
  • Ameaça: é o que está fora de nosso controle, mas impacta negativamente em nosso projeto: Por exemplo: corte de recursos públicos para o projeto.

No processo do conhecimento institucional providenciado pela matriz SWOT, correções de rota e anulação de desvios prejudiciais são ações possíveis na medida em que conseguimos declarar a nossa Missão, Visão e Valores.

  • Missão: é a razão de ser do projeto, é o que lhe move.
  • Visão: detalha onde se quer chegar.
  • Valores: dizem as convicções que o projeto observa.

Exemplo: Polícia Civil do Distrito Federal (PEI 2019-2023)

  • Missão: Proporcionar segurança pública com excelência na elucidação de infrações penais, no desempenho da função de polícia judiciária e na promoção da cidadania
  • Visão: Consolidar a credibilidade institucional firmando-se como organização policial de referência
  • Valores: Ética, Legalidade, Transparência, Urbanidade, Proatividade, Resiliência, Justiça Social e Cidadania.

Após tornarmos visíveis esses três institutos, o gestor conseguirá escrever os seus objetivos e iniciativas estratégicas e assim, conseguir evoluir para o alcance de suas metas com eficiência e menor custo para o Estado.